A Citroën versão carga, ainda em fase de expansão, numa foto promocional.
5 comentários:
Anónimo
disse...
A CITROEN sempre foi uma marca de automóveis que se pautou por duas características ainda actuais: 1º - inovação tecnológica; e 2º - agressividade publicitária.
André Citroen era um visionário, que sempre imprimiu na sua empresa a procura de novas e arrojadas soluções técnicas, que deixavam a concorrência de queixo descaído e com dores no cotovelo.
Antes da Segunda Guerra, produziu as célebres "traccions", em Portugal mais conhecidas por "arrastadeiras", famosas em todo o mundo e que tinham a particularidade de não se virarem.
Depois do conflito, mandou fazer um carro que obedecesse aos seguintes três critérios: servisse de guarda-chuva, pudesse transportar uma cesta de ovos sem estes se partirem e fosse muito barato - foi o 2 CV, cuja produção se arrastou por 40 anos, e é o modelo com mais clubes de entusiastas do mundo.
Os 2 Cv são robustíssimos, simples (arrefecidos a ar) e divertidos. Havia diversas versões, com carrinhas (como a da foto), com dois motores, e de corrida (Pop-Cross). Com este modelo conseguiu-se motorizar toda a França, a Bélgica e o Luxemburgo.
O "dois cavalos" é o modelo com mais aventuras de automóveis e histórias recambolescas, conhecidos por grandes travessias no deserto e nas tundras asiáticas.
Depois veio o célebre "boca-de-sapo", nas suas versões ID e DS, com suspensão hidro-pneumática - conforto e segurança rolantes (lá em casa houve um que era um espanto - encarnado com a capota beije).
A segunda característica desta marca era a publicidade imaginativa. Citroen alugou a Torre Eiffel para esta exibir os seu célebre emblema em néon, dos dois "chevrons", ou bigodes, como dizemos por cá.
Toda a gente se lembra dos anúncios da marca, sendo os mais famosos da nossa geração, o da DIANE, com a senhora que "...vai por os miúdos à escola e faz as compras pelo caminho; gasolina não precisa...; oficina nem se fala...", ou a canção: "Óh Citroen pó-pó-pó...". Um GS a dar curvas apertadas sem uma roda. Ou do Visa GTI a concorrer com um Sea-Herrier num porta-aviões e a cair no mar, etc..
Não gosto da Citroen como marca de carros, mas sou o primeiro a admitir, que a marca para além de ser inovvadora tecnológicamente, sempre teve publicidade, muito á frente do seu tempo... e como alguém aqui já escreveu, o spot mais antigo que eu me lembro é: o da DIANE, com a senhora que "...vai por os miúdos à escola e faz as compras pelo caminho; gasolina não precisa...; oficina nem se fala...",
O volante da foto ainda é de dois braços mas os de hoje são de três e de quatro. Mas durante muitos anos a sua "marca" era de um único, o que julgo ter começado nos ID/DS de 1955.
Quanto aos anúncios, com jeito, vamos lá:
Lá vai a D. xxxx Mais o seu belo carrinho Leva os filhos à escola Faz as compras de caminho. Gasolina mal precisa Oficina nem pensar Que diabo de negócio Eu havia de arranjar.
E havia também o do seu mini-jipe Mehari: Com capota, sem capota, ele é jipe, é camião. Citroen Mehari...
O tal anúncio ao GS (e como era bonita a respectiva carrinha "1220 Pallas"!) terminava com "Citroen GS, o carro que começa onde os outros acabam"
Cito de memória e algo pode falhar do escrito acima, e recordo que próximo do ano 2000 um inquérito internacional votou a Citroen como "a marca do século" justamente com o argumento da inovação tecnológica.
5 comentários:
A CITROEN sempre foi uma marca de automóveis que se pautou por duas características ainda actuais:
1º - inovação tecnológica; e
2º - agressividade publicitária.
André Citroen era um visionário, que sempre imprimiu na sua empresa a procura de novas e arrojadas soluções técnicas, que deixavam a concorrência de queixo descaído e com dores no cotovelo.
Antes da Segunda Guerra, produziu as célebres "traccions", em Portugal mais conhecidas por "arrastadeiras", famosas em todo o mundo e que tinham a particularidade de não se virarem.
Depois do conflito, mandou fazer um carro que obedecesse aos seguintes três critérios: servisse de guarda-chuva, pudesse transportar uma cesta de ovos sem estes se partirem e fosse muito barato - foi o 2 CV, cuja produção se arrastou por 40 anos, e é o modelo com mais clubes de entusiastas do mundo.
Os 2 Cv são robustíssimos, simples (arrefecidos a ar) e divertidos. Havia diversas versões, com carrinhas (como a da foto), com dois motores, e de corrida (Pop-Cross). Com este modelo conseguiu-se motorizar toda a França, a Bélgica e o Luxemburgo.
O "dois cavalos" é o modelo com mais aventuras de automóveis e histórias recambolescas, conhecidos por grandes travessias no deserto e nas tundras asiáticas.
Depois veio o célebre "boca-de-sapo", nas suas versões ID e DS, com suspensão hidro-pneumática - conforto e segurança rolantes (lá em casa houve um que era um espanto - encarnado com a capota beije).
A segunda característica desta marca era a publicidade imaginativa. Citroen alugou a Torre Eiffel para esta exibir os seu célebre emblema em néon, dos dois "chevrons", ou bigodes, como dizemos por cá.
Toda a gente se lembra dos anúncios da marca, sendo os mais famosos da nossa geração, o da DIANE, com a senhora que "...vai por os miúdos à escola e faz as compras pelo caminho; gasolina não precisa...; oficina nem se fala...", ou a canção: "Óh Citroen pó-pó-pó...". Um GS a dar curvas apertadas sem uma roda. Ou do Visa GTI a concorrer com um Sea-Herrier num porta-aviões e a cair no mar, etc..
Carmona
Não gosto da Citroen como marca de carros, mas sou o primeiro a admitir, que a marca para além de ser inovvadora tecnológicamente, sempre teve publicidade, muito á frente do seu tempo...
e como alguém aqui já escreveu, o spot mais antigo que eu me lembro é: o da DIANE, com a senhora que "...vai por os miúdos à escola e faz as compras pelo caminho; gasolina não precisa...; oficina nem se fala...",
E a Bécassine também é uma figura quase histórica.
O volante da foto ainda é de dois braços mas os de hoje são de três e de quatro. Mas durante muitos anos a sua "marca" era de um único, o que julgo ter começado nos ID/DS de 1955.
Quanto aos anúncios, com jeito, vamos lá:
Lá vai a D. xxxx
Mais o seu belo carrinho
Leva os filhos à escola
Faz as compras de caminho.
Gasolina mal precisa
Oficina nem pensar
Que diabo de negócio
Eu havia de arranjar.
E havia também o do seu mini-jipe Mehari:
Com capota, sem capota, ele é jipe, é camião. Citroen Mehari...
O tal anúncio ao GS (e como era bonita a respectiva carrinha "1220 Pallas"!) terminava com "Citroen GS, o carro que começa onde os outros acabam"
Cito de memória e algo pode falhar do escrito acima, e recordo que próximo do ano 2000 um inquérito internacional votou a Citroen como "a marca do século" justamente com o argumento da inovação tecnológica.
CMD
Grandes comentários! Obrigado
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