Tropeço no livro num tabuleiro de preço fixo e módico. É encadernado lindamente e tem um papel suave. Quando o abro deparo com a dedicatória de Chaby Pinheiro a Lucília Simões e sorrio. Atravessaram o Atlântico numa tounée ao Brasil e eram os dois muito jovens. Terá havido romance? As fotografias da dama turca são deliciosas e o colorido acresce a sensação de livro proibido.
Nota: Morreu Jorge Fallorca que era um leitor e comentador atento deste blogue. A cultura portuguesa está mais pobre. Nós também. Até sempre Jorge.
6 de abril de 2014
5 de abril de 2014
A casa é sua
Porque aqui ainda é sexta. Porque está terminando. Porque é do Arnaldo Antunes, mas é também da Maria Bethânia. E sendo assim, é também de todos nós.
4 de abril de 2014
"Um poeta não deve furtar nada do bolso da natureza"*
Dois dias no Encontro Ler +, na qualidade de quem pretende unicamente escutar, saindo de rotinas quotidianas . Fala-se de Humanidades e Ciências, da importância da ciência escrita, do imperativo da sua clareza, a fim de poder ser entendida por um público mais alargado desenvolvendo-se, deste modo, a literacia científica. Um responsável por uma editora nacional, pioneira em publicar, na nossa língua, livros deste cariz para um público alargado, pede braços no ar, perguntando aos presentes se leram Cosmos de Carl Sagan. Lembro-me de ver o livro passar, lá em casa, pela mão de alguns, não recordo se o li, mas sem gravador de vídeo, não perdi a emissão de um único episódio da série que, no século vinte, passava na RTP (alguém comenta que a série Cosmos passa, de novo, num canal televisivo). Falhando-me a memória, não levanto o braço. O mesmo sucede a cerca de dois terços da assistência. A propósito de ciência, recordo ainda os documentários de Jacques Cousteau , o fascinante mundo submarino que teve o mérito de desvendar ante os nossos olhos deslumbrados. Recuando no tempo, evoco de forma nebulosa as conversas acessíveis do cientista António Manuel Baptista, homenageado por ter completado, há pouco, 90 anos. Fico a pensar se a questão associada à pouca leitura de Cosmos será determinante para retirarmos conclusões. O editor afirma que, nos anos 70- 80, a lista dos mais vendidos incluía autores como Carl Sagan, James Gleick, James D. Watson, cruzando esses dados com os dos títulos hoje mais populares nas livrarias (ao ser a questão deste modo abordada, surge uma imediata apreensão). Apresenta ainda um impressionante número de reedições das obras, num passado recente, quando eram muito procuradas. Interrogo-me, sem resposta, se será a afirmação determinante para retirarmos conclusões, embora algumas teimem em surgir em primeira instância , ainda isentas de ponderação. Um dos oradores refere-se à televisão pública – algo por tantos de nós repetido em conversas informais, entre amigos – ao facto de se encontrar arredada do papel formativo, abstendo-se, por isso mesmo, de espicaçar a curiosidade, fazendo mais sentido haver apontamentos breves e pedagógicos, destinados aos mais novos, no horário em que, em nossas casas, se prepara o jantar e as tarefas escolares já estão concluídas até ao dia seguinte, ao invés de serem passados concursos (lúdicos?) de formato internacional e que pouco acrescentam à formação de quem se senta em frente ao ecrã.
Penso, em tom de conclusão, no processo de simbiose presente nos textos poéticos de António Gedeão/Rómulo de Carvalho e, nem a propósito, a concluir a homenagem ao nosso cientista de 90 anos, uma familiar sua termina a cerimónia com a leitura de uns versos de Samuel Coleridge, tão ao gosto do homenageado
*«um poeta não deve furtar nada do bolso da natureza».
(e como não tenho cá em casa o tal livro talvez por ler, vou regressar a Hubert Reeves e fica Sagan como número dois na lista de intenções de leitura)
2 de abril de 2014
1 de abril de 2014
Abril!
Mas no quintal de minha casa,
os pássaros e as plantas ignoram as divisões do ano.
E parecem querer esticar uma primavera distante.
Doce, colorida e sonora rebeldia de abril.
Acordo com a algazarra dos pássaros.
Me dizem que já é hora.
O sol entrou sala a dentro.
Inundou de cor a casa e afastou as nuvens de chuva.
Pelo menos, temporariamente.
A de ibisco, a de maracujá, flores e mais flores.
A borboleta vagueia
sem saber onde parar.
Os pássaros se esbaldam
em cantorias ligeiras
Capaz de mostrar que o simples
segue dando o tom:
O bom da vida vai prosseguir.
30 de março de 2014
O eléctrico 28
Suba a bordo do 28 e faça uma viagem inesquecível.
Lisbon, city of the seven hills from José Costa Barbosa on Vimeo.
Lisbon, city of the seven hills from José Costa Barbosa on Vimeo.
27 de março de 2014
26 de março de 2014
Na idade da inocência
Aqui, aos cinco anos, muito distante da fama que a iria tocar e da vida atribulada que a aguardava. Quem será esta menina?
"Lisboa que amanhece"
Aqui, ficava uma loja de produtos de cortiça, mais à frente, o estabelecimento com os ricos tapetes da Pérsia, perto do miradouro, um restaurante especial, onde paravam jornalistas e gastrónomos e o preço das refeições convidava à familiaridade dos rostos habituais.
Hoje os espaços são diversos, mas permanecem, sem saudosismo, as sensações. É a cidade que nos acolhe e continua – apesar de tudo – a encantar.
23 de março de 2014
Memórias
Que estranho encantamento me provocas
Meus dias de menino
Minhas lembranças remotas
de uma ilha de pedra. Cantaria. São Luis.
Tudo ali me representa.
Tudo ali me contém a alma.
Teus livros, tuas luzes...
que me fazem arder o coração?
Lisboa…
Na calmaria, tudo é passageiro.
Fica combinado, Pessoa:
Até a dor...
Até a dor!
22 de março de 2014
17 de março de 2014
Um abraço a Milão
Por vezes são as cidades que nos escolhem e não o contrário, o que sucede quando são situações a conduzir a destinos. Uma nova visita a Milão, não a cidade italiana de maior fluxo turístico, mas aquela onde se é conduzida por circunstâncias. A primeira surpresa prende-se com o número escasso de transeuntes, mesmo os que aparentam trabalhar nas imediações. O ponto mais movimentado é o que ladeia a catedral gótica, com turistas japoneses e grupos de estudantes em visita escolar. O alojamento é uma surpresa, um prédio antigo de condomínio, com o interior totalmente remodelado, em decoração minimalista . Os gestores são um jovem casal que, na primeira manhã, fazem questão em saudar com simpatia à porta do edifício e referir as qualidades do treinador Mourinho. A rua é sossegada e, ficando distante do ruído da cidade , situa-se perto de uma diversidade de transportes públicos. A noite traz a surpresa de uma iluminação – já o havia esquecido – obscurecida. Num restaurante , a empregada fala-me em Português. É de S. Paulo e vive em Milão há oito anos “os italianos têm muito ‘estresse’, sinto saudade do meu país”. Reparo que fala num italiano perfeito, sem sotaque, o que é fácil para os falantes de línguas românicas, pois todos os filmes continuam a ser dobrados e os italianos falam muito e depressa... Nos subúrbios próximos da universidade , os transportes são escassos, interrogo-me como farão os estudantes estrangeiros a frequentar o estabelecimento. Existe um elétrico a conduzir ao centro, após uma viagem de três quartos de hora. Tento comprar o bilhete no veículo, o que não é permitido. Uma simpática italiana diz num encolher de ombros “isto é Itália!” e indica-me uma tabacaria onde se pode adquirir , a preço módico, um título de transporte válido por 24 h, também permitido no metro e no autocarro. No transporte cheio, observo os passageiros de semblante pesado. Uma jovem senhora, a falar ao telemóvel, informa que dentro de hora e meia deverá chegar a casa . Vejo , na montra das imobiliárias, os preços de aluguer e entendo que só os muito desafogados poderão viver na cidade.
No sábado, uma ida ao Lago de Como, comboio apanhado na estação de Cadorna, a dez minutos de distância do alojamento. A viagem demora uma hora e, da janela, avistam-se extensos campos de cultivo, alternando com subúrbios menos cuidados. Vale a pena chegar ao lago e avistar, ao longe, as montanhas ainda cobertas de neve.
Na manhã que antecede o regresso a casa, uma caminhada pelo Parque Sempione . Já se sente a chegada da primavera, a beleza das árvores em flor , as tartarugas amontoam-se nos lagos e um parque de diversões agride os ouvidos com a música estridente que se vai diluindo, com a chegada de um saxofonista, concentrado na melodia apelativa com que brinda os domingueiros. A cidade não aparenta acolher muitos imigrantes precários, a não ser os que tentam, com insistência, vender uma rosa a quem passa.
O beijo do fim da guerra
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| O beijo - Auguste Rodin |
Poucos sorrisos nos rostos. Pouca bagagem nas costas. Um fiozinho de dor apertando o peito. Um pouco de nada pra contar. Apenas uma espera. Marinheiro, espero não ter que embarcar. Meu mar é outro. Minha rota não inclui batalhas sangrentas, nem bombas, nem inimigos.
No fundo, no fundo, não vejo sentido algum na guerra. Sou da paz. Não declarei guerra a ninguém, declaro o amor sempre que posso. Não quero balas. Quero beijos. Um mar de bocas estalando soa bem melhor que o ra-tá-tá-tá das metralhadoras.
Pela janela enxergo um filme rápido passando. Roupa, remédio, cigarro, modelos, a confiança vestida de propaganda disfarça o medo que nos assalta. O trem acelera. Próxima parada: Times Square. Olho o relógio e decido descer. Não ligo para o tempo perdido. Acho a hora certa de parar. Sigo por necessidade. Sigo porque é preciso. A precisão incerta do que não sei o que vai ser amanhã.
A porta do vagão se abre ao fim do sinal sonoro. Hesito um instante. Vejo o lá fora como um imenso desconhecido. Dou o primeiro passo. O segundo. Me misturo à multidão que sobe as escadas do metrô. Algo me faz seguir. Algo me empurra como se a coincidência do acaso fosse também um sinal dos deuses.
Ganho o nível da rua e um raio de sol me atinge o rosto. O azul e branco da minha farda fica mais azul e branco. De repente, alguém grita: "A guerra acabou, a guerra acabou!" O coração acelera na mesma proporção dos meus passos. Começo a correr de alegria. De alegria a vida se enche, as pessoas estampam no rosto fartas doses de lágrimas e sorrisos.
Incontido, corro. Em direção a tudo e a nada. A perspectiva do fim e a certeza do recomeço. De repente ela surge, toda de branco, abre os braços e vem em minha direção. Um anjo branco da paz me pedindo um abraço. A estranha mais íntima da minha vida. Faço mais do que seus olhos pedem. Tomo-a em meus braços. Esqueço o mundo à minha volta e dou-lhe um beijo. O mais vivo, e longo, e suave, e generoso. Um beijo.
Como quem vence uma guerra. Como quem renasce para a vida. Um beijo eterno. Para que o mundo não tenha dúvidas. Guerra, não. Eu quero paz!
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| O beijo do fim da guerra - Alfred Eisenstaedt |
13 de março de 2014
Os vendedores de bebidas por Benoliel
Memórias da cidade | #Lisboa vista por #JoshuaBenoliel
Os vendedores de bebidas
Em Julho e Agosto de 1908 a nossa cidade registou uma forte onda de calor. "35 graus à sombra" é o título da reportagem que abrange esta fotografia, publicada na #IlustraçãoPortugueza. Os quiosques e vendedores de rua de bebidas viram acrescidas as vendas de cerveja, limonada e capilé,com que os lisboetas setentavam refrescar.
Adivinham onde se situava este pitoresco quiosque?
Os vendedores de bebidas
Em Julho e Agosto de 1908 a nossa cidade registou uma forte onda de calor. "35 graus à sombra" é o título da reportagem que abrange esta fotografia, publicada na #IlustraçãoPortugueza. Os quiosques e vendedores de rua de bebidas viram acrescidas as vendas de cerveja, limonada e capilé,com que os lisboetas setentavam refrescar.
Adivinham onde se situava este pitoresco quiosque?
Para conhecer melhor o acervo fotográfico de Joshua Benoliel:http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/default.asp?s=12079
Referência da fotografia: PT/AMLSB/JBN/001076
Referência da reportagem:http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/1908/N129/N129_item1/P21.html
Referência da fotografia: PT/AMLSB/JBN/001076
Referência da reportagem:http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/IlustracaoPort/1908/N129/N129_item1/P21.html
12 de março de 2014
o genio de robert johnson
robert johnson viveu apenas 27 anos.
a sua carreira musical durou 2 anos e existem apenas gravações de 29 músicas suas.
poucos (ou provavelmente nenhum) músicos conseguiram deixar uma marca tão forte em tantos outros musicos e influenciar tantas gerações.
ainda hoje, passados quase 80 anos da sua morte, a revista rolling stone o considera o 5º melhor guitarrsta de sempre, mesmo tocando em violas que hoje nem a uma criança se daria para partir em 3 dias...
o mito rural de ter feito um pacto com o diabo para ser tão bom músico, ou o mito urbano de tocar de costas para o público para não saberem os acordes que inventou, apenas ajudam à festa do génio.
com mitos ou sem mitos, o génio de robert johnson irá perdurar e o nosso prazer em o re-ouvir, também
robert johnson, love in vain
8 de março de 2014
6 de março de 2014
O nu e o lago
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| Kazuo Okubo |
Do pai, herdou o ofício e o amor pela imagem. Faz a sua própria história de fotógrafo com apuro e sensibilidade, num trabalho que muitas vezes beira a arte pura. Foi assim agora, quando se juntou com um grupo que se auto-denomina "Guardiões do Lago".
As fotos dizem muito. Mas o making off produzido pela Lojinha de Filmes e pela Omni Vídeos fala por si só. Delicie-se.
4 de março de 2014
O imbondeiro
Viajar através de fotografias é também viajar no tempo. Uma passagem por África, os inúmeros alunos, os passeios com as turmas pelo parque, em frente à escola, a terra vermelha, uma manada de elefantes que, de súbito, decide atravessar-se no asfalto, palavras incompreensíveis em línguas locais (como ensinar em Português?). Canções, jogos de ritmo, palmas a marcar cadências, muitos risos. Lembranças de uma cidade perdida, junto ao mar. A acentuar a distância, o isolamento, voos domésticos cancelados, dias a fio. Permanece na lembrança a árvore, testemunha silenciosa, quase perene.
3 de março de 2014
Alain o poeta da luz imperfeita
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| Alain Resnais |
Naquele tempo, havia um cinema que nos recebia sempre as dez da noite. Éramos todos iguais. Jovens, ávidos de vida, de emoções, de ídolos e de novas histórias. Nossa trilha sonora era comum e desigual. Era universal. Assim como os sonhos e as palavras. O cinema era nosso território de amores e revoluções.
Nas noites de sexta à noite, nos juntávamos numa plateia de cinéfilos enebriados com a projeção da luz em movimento na tela grande. Em nossa frente desfilavam vilões e mocinhos. Música e poesia. Dor, aventura e paixão. O cinema era a música do nosso baile juvenil. Nos fazia rir e chorar com a mesma velocidade. E alimentava horas a fio de discussões que expunham a nossa alma e a nossa pouca vivência.
Numa dessas noites, conheci Alain Resnais e seu "Hiroshima mon amour". Uma beleza doída, nuclear. Uma beleza trágica. Uma poesia pós-bomba atômica. Um soco poético no estômago.
Os corpos dos amantes sobrevivendo à dor. Os corpos cheios de dor nuclear, nem sempre sobrevivendo ao calor real. O plano sequência que nunca mais esqueci, me levou pelas ruas de uma cidade destruída, me mostrou as vísceras de uma civilização que inaugurava o horror moderno. De tudo, quem sobreviveu foi persistência de um contador de história, um inversor da realidade, um conversor de tempos. Resnais, o mago do abstrato real.
Depois, um pouco mais tarde, tive certeza de que estive diante de um gênio do cinema. Um poeta que escrevia no passado e no presente, pra confundir, mais do que para esclarecer. Pra fazer mágica, em resumo. Alain Resnais, aos 91 anos de idade e mais inventivo do que nunca, nos deixou este sábado.
Sua obra está além do seu tempo. Nem presente, nem futuro. Talvez, um pretérito imperfeito, como em "O ano passado em Marienbad".
26 de fevereiro de 2014
24 de fevereiro de 2014
17 de fevereiro de 2014
16 de fevereiro de 2014
Como a Praia Grande se torna pequena
Mudança repentina na paisagem, domingo em que tudo se povoa de azul, com ondas gigantescas, de uma neve marítima (imagem que chega ao pensamento). A Praia Grande , quase sem areal, deixa entrever uma faixa de areia negra.
14 de fevereiro de 2014
13 de fevereiro de 2014
12 de fevereiro de 2014
11 de fevereiro de 2014
9 de fevereiro de 2014
Lisboa
Perguntando ao escritor Henrique de Vasconcellos qual era o ponto mais pitoresco de Portugal, ele indicou o que a imagem relata.
7 de fevereiro de 2014
2 de fevereiro de 2014
1 de fevereiro de 2014
Kung Hei Fat Choi! Bom Ano Novo Chinês!
Fotografia: Olho Mágico- Foto do dia
As lanternas vermelhas já estão
acesas à porta e os lai-si (pequenos envelopes vermelhos com
dinheiro e mensagens de bom ano) foram distribuídos. O Ano Novo
Chinês é festejado com grande entusiasmo pelas culturas que
acreditam que nestes dias devemos “agarrar” a sorte e os bons
auspícios de modo a garantir um ano repleto de sucesso, abundância
e realizações pessoais.
A lenda conta que, numa pequena aldeia
chinesa vivia numa caverna um monstro de nome Nian, que uma vez por
ano, saía à rua para se alimentar e devastar colheitas, deixando
atrás de si um rasto de destruição. Assim, todos os anos na noite
em que esse monstro vinha (a noite da passagem do ano) todos os
habitantes fugiam para uma aldeia carregados de mantimentos.
Mas certo dia, a essa aldeia chegou um
mendigo que decidiu que iria ficar e combater a besta Nian. Para o
assustar trouxe fogos de artifício repletos de cores, o que deixou o
monstro muito atordoado. Assim que descobriu que a cor vermelha o
afastava, colocou vários rolos de papel de arroz tingidos de
vermelho à porta para o afugentar.
E por fim, para garantir que Nian não
voltava mais, ofereceu-lhe jiaozis (bolinhos pegajosos feitos de
massa de arroz cozida no vapor), o que deixou a boca do monstro
colada e sem conseguir mais atacar a população.
Quando os aldeões regressaram e
encontraram a sua aldeia e colheitas intactas, decidiram que todos os
anos naquele dia festejariam o Novo Ano (que em mandarim se diz
Nian), colocariam à porta
decorações vermelhas, comeriam jiaozis e a todos desejavam Kung Hei
Fat Choi! (Bom Ano Novo Chinês).
A passagem do ano simboliza também
a entrada na Primavera, altura em que se começa o cultivo de arroz,
e por isso é necessário garantir que esta passagem é auspiciosa e os campos terão abundância. Por isso também se chama ao Ano Novo Chinês
o Festival da Primavera e os festejos duram cerca de 15 dias.
A cada
novo ano festeja-se um novo animal do zodíaco. Isto porque há muito
tempo, Buda convocou todos os animais do mundo para uma reunião, e
decidiu, como gesto de gratidão, dar aos 12 que apareceram um ano
que ficaria a seu cargo.
2014 é
o Ano do Cavalo.
Desde
sempre, o cavalo foi um animal que ajudou a construir civilizações,
quer pela ajuda que foi em termos de transporte, guerra e como leal
companheiro do homem.
Assim,
prevê-se, para este Ano do Cavalo um ano de grandes transformações
e é a altura de pôr em prática projectos e resoluções pessoais.
Em Lisboa pode festejar-se o Ano Novo Chinês até ao dia 6 de Fevereiro
aqui
.
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