17 de julho de 2012

Honorários

Festejavam-se 122 anos de Grémio Literário em 1968. Estes eram os novos sócios honorários desta instituição. Reconheceis?

Tanto calor



Era um dia de calor em Sacavém. Alguém tirou estas fotos.Pode ser qualquer um deles: Eduardo Gageiro, Beatriz Ferreira, Fernando Baião, Abel Fonseca, Salvador Ribeiro ou Augusto Cabrita. Todos eles da equipa de Reportagem Fotográfica. O ano esse era o de 1968.

16 de julho de 2012

Brinquedos e meninos em 1967

Mais imagens desta reportagem do SI.


 Também brinquei tanto com estes carrinhos de rolamentos. Foi a minha única aproximação às quatro rodas e originou-me muitos joelhos e cotovelos estragados:)


E a última desta série. O número da revista era de Dezembro e falava-se dos brinquedos para os meninos pobres e os meninos ricos. Belas imagens. Se alguém conseguir descobrir o autor avise, para atribuirmos os devidos créditos.

O arco

Não sei quem será o autor desta fotografia publicada no Século Ilustrado em 1967. Pode ser do Eduardo Gageiro, Beatriz Ferreira, Fernando Baião, Abel Fonseca, Salvador Ribeiro ou Augusto Cabrita. Todos eles da equipa de Reportagem Fotográfica. Mas que é uma imagem poderosa é.

A fibra da eterna juventude

Tudo isto conta, anúncio à Courtelle 1968.

Augusto Cabrita , um grande fotógrafo português

Expectante


Assim era em 1968. Reconheceis o local?
Foto de Augusto Cabrita. Sesimbra.

15 de julho de 2012

Criada


"Não há nenhuma que goste de usar farda. A palavra que mais detestam ouvir é sopeira". Texto de Isabel Valadares e fotografia de Fernando Baião, Século Ilustrado 1971.
Quando eu era miúda, chamávamos-lhe com afecto as criadas. Porque éramos criados com elas. Em minha casa não usavam farda e enchiam-me de mimos. Ainda os sinto.

Cartas

O portador desta é um operário ...1878.

Manuscripto

Hoje em arrumações, organizando a colecção Argonauta, encontro este livrinho destinado às escolas elementares em 1878. Ensina ele a escrever, com lindas e claras caligrafias. Editadas por J. L. Palhares, pois então

De Manoel de Oliveira a António Vieira - notas soltas

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Tudo o que se possa escrever sobre figuras conhecidas por bons motivos, cairá sempre na repetição de uma qualquer enciclopédia ao acesso de um “clique” de motores de busca . Manoel de Oliveira é um dos orgulhos nacionais – preze-se mais ou menos a sua obra, já que gostos são subjetivos. Conhecendo de modo parcelar o trabalho do realizador – há que selecionar num mundo com tanta oferta e quando se tem tantas paixões – recordo-o, há meia dúzia de anos, enquanto vizinho de férias: hospedados no mesmo local, na ilha de Porto Santo, era vizinho de mesa ao pequeno almoço onde permanecia por poucos minutos, ausentando-se com um frasco onde preparava um café instantâneo que levava consigo, não voltando a ser visto em público até à manhã seguinte. Acompanhado de sua mulher, senhora bonita e eternamente jovem, e por um outro casal, olhava-o de modo discreto : sempre me fez confusão que as figuras públicas sejam incomodadas no seu tempo de lazer, como se de nossos vizinhos de sempre se tratassem. Desejando que regresse por longo tempo à energia com que nos surpreende, destaco Palavra e Utopia, sobre a vida do Padre António Vieira, uma outra figura que, a título pessoal, não me deixa de surpreender pela lucidez e atualidade do verbo.

Palavra e Utopia

14 de julho de 2012

Embalagem ouro

Acredite-se nos pastorinhos da Vaqueiro...1954.

Águas correntes

Quando as necessidades eram básicas...águas correntes e telefone no Hotel Avenida Parque. Achado Ebay.

Cardápio

Gosto de pesquisar ociosamente as montras Ebay. Foi lá que encontrei esta ementa do Hotel Estoril, 1935. Servidos?

Moinhos ou gigantes?

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A região rural do concelho de Sintra encontra-se povoada de moinhos: uns em completa degradação, outros transformados em moradia e alguns, sem habitantes, preservados sem velas nem mó, talvez porque os proprietários os estimam e, como tal, dedicam-lhes cuidados. Há pouco tempo, cá pela freguesia,  sobrevivia um moleiro à moda antiga, um velho homem que, lutando contra as forças que já lhe faltavam, depositava toda a vontade na moagem dos grãos cultivados em pequenas leiras de terreno, nesta região entre a serra o mar. Gostava de ser visitado pelas crianças das escolas próximas que, em digressão de estudo, aprendiam que a farinha não aparece, como que por magia, nas embalagens das prateleiras dos supermercados. Consta que o dedicado trabalho deste homem de aldeia terminou – o desgaste do tempo não permite que cada um possa prolongar, como que vivendo uma eterna juventude, tarefas que exigem ritmo e esforço. A reflexão conduz a relatos de alguns educadores, surpreendidos quando acompanham crianças a locais onde podem ver pomares enfeitados de frutos, ou capoeiras onde correm aves de diversas gerações, experimentando retirar os ovos dos caixotes recheados de palha: os pequenos visitantes, muitas das vezes, deixam escapar que pensavam nascerem as maçãs dentro de caixas, ou ainda que os galináceos já nasciam depenados. Parecendo algo de anedótico, não se deixa de pensar que mesmo o adulto mais citadino terá perdido o hábito da conversa com os seus mais novos – apesar do poder da imagem (ver árvores de fruto, observar ninhadas de pintainhos, assistir a uma ordenha), tudo leva a crer que nos encontramos na era conhecida como a “da comunicação” enquanto mera etiqueta, ideia recorrente ao verificar que mesmo os contos infantis fornecem conhecimentos simples, mas essenciais.

O tal verniz


A cura geográfica

Viagem milagrosa...O que pode a Bayer:)
Achado Ebay:)

Leitão:)

Achei graça a esta etiqueta para bagagem de um hotel ou pensão em Leiria:) Achado E-bay:)

As gravuras mais nítidas...

A beleza da ilustração de Fred Kradolfer ao serviço dos Irmãos bertrand, Fotogravadores.

Fosfiodoglicina

Superior ao óleo de fígado de bacalhau...Devia ser delicioso! Magazine Civilização, Dezembro de 1928.

Estará assinado por E. N? Que diz, Carlos Rocha?

13 de julho de 2012

Cruzamentos

Assim era em 1962, fotografada por Victorino C. Martins. Identificais?

Companhia

Esta era uma companhia de teatro muito considerada em 1963. Reconheceis alguns deles?

Na foto: Morais e Castro, Fernando Gusmão, Ruy de Carvalho, Tomás de Macedo ( primeiro plano), Clara Joana, Jaime Santos, Carlos Sobral, (segundo plano), Armando Caldas, Ângela Ribeiro, (terceiro piano), António Sarmento, Maria Schultz, Sandra Maria, Costa Ferreira e Carmen Dolores.

Entra...

Entrava no Dramático Lisbonense e todos se ergueram e a aplaudiram. Quem era ela? !954

Gostos

Eis outra imagem do mesmo inquérito...Embora discorde da opinião da senhora quanto ao Gustavo Matos Sequeira e ao Armando Ferreira.

Adivinha...

Assim respondia ela a um pequeno inquérito da Revista Flama em 1954. Reconhecei-la?

A verdade nua e crua

"Ah! A verdade dos frutos, a verdade do corpo, a verdade da terra. Ah! Verdade da lã:pura, autêntica, acariciante, colorida. Um tecido de lã está para a mulher como a corola para a flor:realça-lhe a beleza, aumenta-lhe o encanto...Ah! A verdade do belo! A verdade da moda!" Assim reza este anúncio à Woolmark de 1970. Parece um poema., mas não é. Mas adivinha-se o autor.

11 de julho de 2012

o requiem do mozart (e do sussmayer...)



se há músicas pelas quais tenho paixão, o requiem, do mozart, é uma delas.
esta é também uma daquelas obras que, por força de razões que lhe são alheias, tem à sua volta uma nebulosa de inverdades pouco abonatórias para quem as alimentou (peter shaffer e milos forman são os mais mais recentes e fortes 'inventores').
a principal, e de uma tremenda injustiça, tem a ver com a participação de salieri na conclusão do requiem bem como do envenamento do compositor (e do seu ciúme exacerbado das qualidades de mozart).
a coisa é simples:
o requiem foi composto por mozart e sussmayer (de acordo com as anotações do primeiro) e está bem esclarecido quem escreveu o quê e quando.

mas tirando esta parte introdutória, vamos ao que interessa:

regressando a uma actividades que tinha abandonado há uns tempos, estive a semana passada em barcelona a aprender o requiem e, suprema glória, a cantar no deslumbrante palau da musica.

aqui vai um video do resultado dessa semana de trabalho intenso e gozo pleno:

mozart, requiem (barcelona, julho 2012)

Do sushi aos "jaquinzinhos", em jeito de silly season

As montras dos estabelecimentos da especialidade apregoam drogas milagrosas para se ter o físico perfeito (não me refiro ao autor da teoria da relatividade, citando uma imagem legendada que correu tantas caixas de correio). As revistas (mais ou menos cor de rosa) fornecem dicas aparentemente eficazes, mas no mínimo desajustadas, do ponto de vista nutricional e, como tal, circunscritas a curtos períodos. Há ainda quem, desejando assemelhar-se, o mais possível, a “top models”, se preste aos regimes alimentares mais disparatados, os tais que levam a que – por sacrifícios superiores a quadras religiosas em que os fiéis jejuam – em curto prazo se recupere com juros de mora os quilos derrotados.

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Aprendem-se as regras de uma boa alimentação com supervisão de profissionais competentes . Essa mudança de hábitos, sem fundamentalismos, é positiva porque se sente recuperada a saúde em risco e consegue-se mudar, sem “altos e baixos”, os hábitos alimentares, entendendo-se o porquê de tais vantagens, com o regresso do equilíbrio e da capacidade de levar a cabo um projeto prolongado no tempo – um ponto final em hábitos menos adequados.

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Não sendo, até há pouco, grande adepta de sushi,  fiquei na passada semana, agradavelmente surpreendida ao ter visitado um local que desconhecia e onde se pratica “a rigor” a ancestral sabedoria do Oriente, tendo mudado por completo um (pré)conceito em riscos de ficar enraizado, maravilhosos legumes e peixes na chapa (iammm... sabor único...). Por vezes, escapa-se às regras registadas no papel pela nutricionista (que vigia, mas também sabe conversar). Sabe-se que normas são para transgredir, desde que se interiorize o princípio de “não haver regra sem exceção”.

 P.S: uma mistura explosiva (a título pessoal) já erradicada: o "cafezinho com leite", citando uma personagem de antigo sketch televisivo, já o café "solo" é difícil de ignorar.

Confiante pois claro

Nunca percebi, hoje como ontem, porque usavam modelos tão esbeltas para publicitar tão ásperas cintas. Incógnitas da publicidade, no caso da Triumph. 1968.

Telephone 803

Um lindo anúncio à casa Eduardo Martins, 1917.

Que ideia...

Nem mesmo os ricos podem comer o que querem, Almanaque Bertrand 1917.

10 de julho de 2012

Em 1906

Quem não se lembra do cheiro da solarina?

Empreendedorismo

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Desconhecendo-se se foram imperativos da crise, preparo o almoço e olho através da janela da cozinha – os campos circundantes, durante anos imenso matagal, paraíso de inúmeras ninhadas de coelhos , deram lugar a campos de milho, a oscilarem na dança do vento que hoje se faz sentir. Sempre a recear que algum cigarro aceso fosse lançado, de uma janela de automóvel, por algum condutor distraído verifico , com agrado, que a paisagem se tornou mais bonita – sem sentidos metafóricos.

Pobres e rotos...

Como as coisas estão a ficar, é melhor corrermos todos lestos à Rua do Amparo...Assim era em 1906 também.

Fabricação francesa

Em 1906 exigia-se a marca de chocolates Frigor.

9 de julho de 2012

Aonde?

Corria o ano de 1961. Aonde se efectuava esta largada de cisnes?

«Varinas de Lisboa» - fotografias de Joshua Benoliel

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A presente exposição estará patente ao público, de 19 de julho a 1 de setembro, no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa.

7 de julho de 2012

Aldeia da Luz: o passado é um lugar estranho

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Fotografia de Eurico Palmeira em Luz do fim da luz

O que se extingue na voragem, não se consegue recuperar de modo genuíno: sempre que passo na casa da minha infância e recordo as árvores – a cerejeira japonesa que desapareceu, o jardim, o pequeno lago onde nadavam  peixes vermelhos que a cadela Laica tentava capturar – e hoje sou agredida por uma ruína que acredito desbitada, não posso deixar de estabelecer ligações. Passei um dia pela nova aldeia da Luz em vésperas de ser povoada, ainda a barragem do Alqueva se afigurava esventrada de águas. Como que num instantâneo, desfila na memória o grito da população, náufraga de um passado recente, tentando agarrar-se ao espaço ancestral prestes a desaparecer: o progresso traz destas coisas. Apesar de indiscutíveis vantagens, há sempre (ou quase sempre, lembrando a exceção das pinturas rupestres de Foz Côa), o impulso implacável do rio de onde derivam afluentes da memória. Em digressão geográfica através de pensamentos , evoco ainda Vilarinho das Furnas. Quanto a esta aldeia, sente-se especial comoção sempre que algum telhado assoma à superfície das águas. Desfechos diferentes – penso . Náufragos de um tempo extinto, o passado é uma linha ténue que tentamos reconstruir. É também nele que presente e futuro se alicerçam. Um vestígio de memórias da terra e das gentes, fica guardado no livro Luz do fim da Luz, quando decorrem dez anos da mudança da população para a nova aldeia, a tentar manter a traça da original.

Nove casas,/ duas ruas,/ ao meio das ruas um largo,/ ao meio do largo um pouco de água fria.

Tudo isto tão parado/ e o céu tão baixo/ que quando alguém grita para longe/ um nome familiar/ se assustam pombos bravos/ e acordam ecos no descampado. – Manuel da Fonseca

Malhinhas em modo risquinhas.


Que chata é esta com a mania das fotografias. Malhinhas has left the building.

Beleza empratada

As saladas que o Miguel delicadamente recorta.

Crustáceos

Dias de férias, prestes a acabar. Os maravilhosos  percebes da Carrapateira.

1 de julho de 2012

Coisas do passado: um jantar de cerimónia

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A arrumar livros antigos, sou atraída por uma curiosa passagem do Tesouro das Cozinheiras. Ainda do tempo em que se defendia o mito «vinho branco acompanha peixes, vinho tinto acompanha carnes», espanta-me o complexo ritual (com destaque para a profusão de vinhos e bebidas espirituosas) que, segundo este manual de instruções, deverá fazer parte de um jantar de cerimónia. Tentando abreviar o texto (retirei-lhe o «substituem-se pratos e talheres» presente em cada ponto), fica a parte ilustrativa da questão:
 1)- 10 minutos antes do jantar servem-se os «cocktails» […]
 2)- Serve-se a sopa. Vinhos para acompanhamento: Madeira seco ou Xerez;
 3)- […] serve-se o primeiro prato. Vinhos para acompanhamento: Bordéus ou qualquer branco nacional;
 4)- […] oferece-se o segundo prato. Vinhos para acompanhamento: Borgonha ou qualquer tinto nacional;
 5)- […] serve-se o assado. Vinhos para acompanhamento: Champanhe ou qualquer espumante;
 6)- […] servem-se taças de sorvete, gelados ou salada de frutas […]. Vinhos para acompanhamento: Porto, Malvasia ou Málaga.;
7)- […] trazem-se os lavabos pousados sobre outros pratinhos forrados com panos bordados ou de renda;
 8)- Serve-se o doce;
 9)- Substituem-se os pratos […] e servem-se as frutas. Terminado o jantar, os convidados devem lavar as pontas dos dedos nos lavabos e limpá-las aos guardanapos, que se colocam na mesa, sem dobrar;
 10)- A dona da casa levanta-se, os cavalheiros puxam a cadeira da senhora que lhes fica à direita e todos seguem a dona da casa para o salão;
 11)- Serve-se, então, o café, e, terminado este serviço, apresentam-se os diversos licores.
 Fica-se a pensar que um repasto com tais regras, pressupõe que os convidados tenham motorista abstémio que os possa conduzir a casa.