19 de abril de 2012

O «Sorrow» Palace

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Fala-se do «Google translator» e respetivas anedotas de tradução, mas nunca entendi o porquê de, desde sempre, ser o nome do nosso palácio da Pena (de ‘penha’, ‘penhasco’), traduzido nos postais ilustrados para “Sorrow Palace”, o que o desvia da sua principal característica: debruçado do alto dos penhascos da serra, faz com que o nosso olhar se perca na paisagem.

A carne da Orquidea

Uma bela capa de Roberto Araújo para a colecção Escaravelho de Ouro: " A carne da Orquidea" de James Hadley Chase, 1954

Mitoufle

A fina meia de nylon e a dispensa do suporte-ligas. 1965.

18 de abril de 2012

A carteira escolar

A nossa leitora Maria quer vender esta carteira .  Os interessados devem contactá-la pelo mail gelibonito@gmail.com

Matinées

E assim se publicitavam as matinées em 1973. Fenómeno que deve ser difícil de compreender para os actuais novos:)

Miúdos

Assim  se anunciava a moda infantil para o ar livre na Crónica Feminina em 1965. Ricos pimpolhos.

Tudo acaba no fim

Final feliz, Crónica Feminina, 1965

17 de abril de 2012

A «Hermes»

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Lembranças da Hermes – bela designação mitológica para uma máquina de escrever : trabalhos académicos aqui teclados nos idos 70 (bom ter aprendido esta arte no ano do serviço cívico, que então precedia a entrada na faculdade), registo de algumas memórias, testes para os alunos passados a stencil… Nos testes, as ilustrações eram feitas de modo artesanal, com uma esferográfica que não escrevesse. Para corrigir qualquer erro, lembro-me de um verniz próprio, de cheiro tóxico.
Conservo a antiga máquina (já no meu tempo era uma peça de museu, embora funcional), como memória de uma época, afinal não tão distante assim, com uma certa nostalgia confessa do som que produzia, quando se passava nela qualquer texto.

Cidade dos gatos

Lisboa, cidade dos gatos. Desenho de Aram Stéphan, 1944.

16 de abril de 2012

Identificais?


Family

Mais outra ilustração do livro de inglês. Linda, não é? Assim se explicava a família.
My First Dictionary by Laura Oftedal and Nina Jacob
University of Chicago Lab School, 1948

Guiné

Assim estudávamos nós, nascidos em 1959,a geografia de Portugal. No caso, a Guiné Portuguesa actual Guiné Bissau.

Utilidades

Estas eram as novidades domésticas do ano de 1971 anunciadas pela Crónica Feminina.

O refogado

O refogado ou estrugido é fundamental na cozinha portuguesa. Em 1971 a Compal tentou lançar este sucedâneo. Pelos vistos, não resultou...

14 de abril de 2012

O Central

 Hotel Central em Sintra, 1934.

O Hotel Nunes



 O saudoso Hotel Nunes em Sintra, 1934.

Cimento armado

Sempre adorei lavar a roupa num tanque. Coisas de miúda. A sabonária fazia-me feliz, enquanto esfregava vigorosamente  a roupinha das bonecas. Em 1934 elogiavam este artefacto e chamavam-lhe lava-roupas. Custava cinquenta escudos e representava providência e economia. Agora deitam-nos fora e representam lixo. Cheira-me que virá um dia que irei adoptar um.

Hotel Netto

Assim era em 1934, o Hotel Netto em Sintra. Para mais, ler o texto que a Teresa escreveu sobre ele.

http://diasquevoam.blogspot.pt/2011/04/o-hotel-netto-ou-como-se-diluem.html

13 de abril de 2012

Lindas e bravias


Em modo "pause" ou a culpa foi do jornal...

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Há momentos em que nos sentimos como um cd, após se ter premido a tecla “pause”. A pensar que se chegaria a horas ao local de trabalho, dá-se conta que o único guarda-chuva de qualidade (os outros são os tais de cinco “aéreos” que , no temporal, vão diretos para o caixote mais próximo, com direito a uma molha até aos ossos) ficou dentro do comboio, volta-se a entrar, verificando-se que os poucos passageiros lançam um olhar assustado, direto à expressão alucinada de quem corre da gare para a carruagem, numa urgência de quem perdeu, em definitivo, qualquer resquício de sanidade... A porta fecha de modo brusco, obrigando a sair na estação seguinte.
A falta de café começa a perturbar, não havendo transporte tão cedo, passa-se a cancela automática pagando-se, por isso mesmo, mais um bilhete para repor os níveis de cafeina “por que motivo só existe um café depois da porta que controla os títulos de transporte? Sabemos que a empresa está em crise, será uma medida estratégica para os despistados?” .
No compasso de espera, capta-se um instantâneo para lembrar este lapso no tempo fugindo-se, logo de seguida, pois um grupo animado de turistas - o comboio de regresso parece uma torre de Babel com gentes de todos os continentes, tendo-lhe sido cortadas algumas carruagens e já viaja tudo a monte- também começa a fotografar o local, não vão eles pedir uma fotografia de grupo, que obrigue a chegar ainda mais atrasada…

Sua graça é Lisboa

Encontro um pequeno livro de Bourbon e Menezes com desenhos de Aram Stéphan.
Desconhecia os dois, mas o "Sua graça é Lisboa" encarregou-se de mos fazer descobrir.
Neste capítulo dedicado aos jardins suspensos de Lisboa, ambos esboçam o gosto
 recente do lisboeta pela flor, agora que se aprendeu a lavar...O ano esse, era o de 1944.

11 de abril de 2012

As flores do quintal




Malmequeres, narcisos e outras.

Replicants

Os meus malhadinhos ontem à noite.

Enigma

Assim era em 1898. Reconheceis?
São Martinho do Porto.

As sombras

Encenados pelas mãos, Branco e Negro 1898.

"A instalação de uma sessão de Sombras é muito fácil. E' preciso arranjar uma sala escura com paredes muito brancas, ou então forradas de um pano claro sem pregas (um pano húmido, por exemplo). O foco luminoso— uma vela, ou um candeeiro de petróleo se a sala for grande — deve ser fechado n'uma caixa de cartão aberta do lado do guarda-fogo branco. Basta uma distância de 1 metro entre este e a luz. O operador pode estar de pé ou sentado; a sombra das suas mãos deve ser exacta, sem penumbra; deve olhar constantemente, não para as mãos, mas para a sombra projectada por elas. E' necessário, antes de tentar reproduzir qualquer assunto ou figuras, tornar a mão e as falanges flexíveis por meio de diferentes exercícios apropriados."

Lego









Uma cidade delicadamente colorida.

Táxi!







Quando for grande, quero ter um táxi particular.

Os anúncios que brilhavam

Era tão lindo o Rossio nos anos 60.

A Costa da Caparica

Assim era a Costa da Caparica em 1951.

9 de abril de 2012

O gato fumador

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Não se destina a imagem a uma reflexão sobre o consumo do tabaco ou a fazer exaltar os defensores dos animais. Por vezes, chegam à caixa de correio fotografias antigas, sem indicação da fonte.
Recordo os maços de marcas que sofreram diversas transformações no design: um gato que fuma aproxima-se à ficção, embora cães fumadores sejam plagiados por esse mundo fora, como nome para restaurantes de cozinha francesa, segundo o famoso «Au chien qui fume», situado numa apelativa zona parisiense. Após ter andado a investigar posts antigos a fim de confirmar que não teria a imagem sido retirado deste blogue, fica a mesma pela originalidade.

Onde mora?


A bola azul

A Bola Nívea fotografada na casa da Carrapateira.

Cidade

Em 1954 era fotografada por António Homem de Christo. Em que cidade e quem era ela?

A Cantora Maria Clara no Porto.

Sida

Tenho um tremendo fraco por anúncios a frigoríficos. Este vendia-se na Sida em 1953.

8 de abril de 2012

Odeon

Ouvir discos Odeon em grafonolas Odeon é ter-se a perfeita noção da realidade.
Magazine Civilização, Dezembro de 1930

Programa de Festas

Muito amarelecido pelo tempo, com algumas páginas omissas, foi assim que resgatei este programa de festas da cidade de Lisboa de 1934. A grande mais valia desta brochura são os desenhos de Almada Negreiros. E depois de me deliciar com estes corvos do brasão , desconfio que não vou achar graça a nenhuns outros.

7 de abril de 2012

Mulheres dançantes





































Uma fabulosa capa para a Revista Eva em 1932, de autoria de Guida Ottolini. Apetece dançar.

Praça de Londres

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Passava alguns dias de Verão em casa de família, na primeira moradia do bairro, junto à Praça de Londres.
De boa memória, na avenida, as pastelarias Roma e Capri, uma de cada lado, hoje desaparecidas e ambas com os melhores garibaldis do mundo. Só a Mexicana, na Guerra Junqueiro, resistiu, deixando testemunho de uma época.
O ministério construído durante o Estado Novo, espantou por ter sido considerado um monstro a destacar-se da restante arquitetura da praça. Estranhava-se o seu estilo «americanizado», termo que lembra Carmen Miranda, embora, na juventude, fizesse pensar que, do alto, se deveria avistar magnífica vista.
Recordo assim a praça, com os automóveis e transportes públicos de então, contraste moderno a sobressair de uma cidade ancestral. Só para a geração dos meus pais, estreantes moradores da Av. de Roma, ficam gravados na memória os tempos em que ainda faltava colocar o asfalto e os motoristas de táxi se recusavam, com frequência, deixá-los à porta de casa.

Imagem: Dr. Marjay

6 de abril de 2012

Moda nos anos 20

A moda segundo o Almanaque Lello de 1929. Fantásticos anos 20.

Nação e governo

Assim era Portugal em 1929, uma república democrática...Almanaque Lello.

pigs can fly, again

aquando da vitória da espanha no último campeonato do mundo de futebol, o finantial times publicou um artigo, que ficou famosíssimo, sobre aquele triunfo mostrar que os porcos podem voar.
o texto do artigo mantém-se bastante actual, não obstante os dois anos que já passaram sobre aquela vitória.

esta semana, depois dos resultados das competições europeias desta semana, dos 8 clubes que vão participar nas meias finais, apenas 2 são do eixo anglo-germânico e 6 dos porcos pigs do sul (5 espanhóis e 1 português), o que repete um pouco o que se passou o ano passado com igualmente apenas duas do eixo anglo-germânico e 6 da península dos pigs (3 portugueses e 3 espanhóis).

pelo menos no futebol, os porcos sabem voar



5 de abril de 2012

as vantagens de ter os arquivos organizados nos computadores


esta semana, na irlanda do norte, o padre martin mcveigh preparava-se para mostrar um qualquer power point sobre as excelências da primeira comunhão em época pascal.
o dito padre, segundo o ulster herald, arranca com a apresentação e eis que começam a aparecer, no lugar do sacramento da first penance, imagens explícitas de actos homosexuais.
não tenho nada contra alguns padres serem homossexuais, como não tenho contra o facto de serem bi-sexuais, heterossexuais ou assexuais. é um assunto que a eles diz respeito.
também não tenho nada contra o facto da igreja católica continuar a insistir no absurdo estúpido e acéfalo do celibato, como se isso trouxesse alguma mais-valia moral ou prática para a sua actividade como servos do seu deus.
cada igreja rege-se pelo que acha melhor para si e quem não estiver de acordo que não ponha lá os pés.
a parte de pregarem uma coisa e fazerem outra, ao fim de 2000 anos já não é notícia nem admiração.

a minha questão aqui tem a ver apenas com o facto de nos seminários não se ensinar o mínimo de novas tecnologias que permita aos seus padres organizarem os ficheiros em pastas distintas do estilo 'first holy communion' e 'guys beeing naughty'

4 de abril de 2012

A propósito de jardinagem

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De fugida à horta para apanhar um ramo de louro, apraz ver que a água caída do céu ainda chega a tempo: as batatas, em breve estarão deliciosas e com o sabor de outros tempos, os limoeiros nunca estiveram tão carregados e as favas, apesar de terem sofrido com a seca, talvez ainda possam vir a ser cozinhadas com aqueles enchidos artesanais da Cova da Beira.

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A chuva é bem-vinda, lembrança indissociável dos interessantes apetrechos para jardinagem, aqui deixados pela T.

Toca a jardinar

Comprai e conservai, assim preconizava o Almanaque lello de 1929. Este era o material necessário à criação e manutenção de um pequeno jardim de 500 m2. Dá entusiasmo não é?

3 de abril de 2012

O favorito feriado

Estes eram os feriados previstos para 1929. Interessante ver os que permaneceram e também aqueles de que não temos memória. Almanaque Lello, 1929.

O choupo tremedor

Quando for grande, quero ter um choupo tremedor no quintal.
Mas cliquem na imagem para ver como eram apresentadas as árvores no Almanaque Lello de 1929.