14 de dezembro de 2011

Incertezas

Incertezas, Almanaque Bertrand 1925.

as promessas são o que são: e não são de confiar

há uns tempos que ando a prometer à nossa presidente (cumprimentos reverenciais...) cumprir com as obrigações primárias de escrever.
por razões que tiveram a ver com o medo de ser chamado para algum cargo no governo porque, como sabem, as credenciais fundamentais para ser convidado para o governo era ter escrito umas bocas num qualquer blog sobre a salvação da pátria em 3 dias ou morar em massamá.
eu estava no nível máximo de risco.
no entanto, depois de nos últimos tempos já andarem a fazer sorteios pelo número de militante para as nomeações de administradores hospitalares, achei que estava na altura de sair da clandestinidade.
portanto, se julgavam que estavam livres das inutilidades sobre que escrevo, estão enganados...

Cor para dias a preto e branco



A atravessar a vila de regresso a casa, sou surpreendida por um pequeno e colorido cortejo de Natal. Pego na máquina fotográfica ainda a tempo de colher instantâneos. Os fotografados divertem-se ao ver que alguém decidiu fazer o registo de imagem e até há quem se coloque em pose , mesmo sem tempo para dizer «cheese». Apraz a calma dos automobilistas que se apercebem da breve paragem do carro à sua frente.



Fica uma pequena nota de cor, mesmo em tempos que para muitos se afiguram a preto e branco.

Letras e Rádio

13 de dezembro de 2011

Troika



















Preocupado como ando com a vida e desconcentrado no uso da nossa linguagem, embaraço-me facilmente com a escolha de vocábulos.
Por isso, a repetição constante, em tudo quanto é lado, do vocábulo ‘troika’ levou-me a uma pequena pesquisa no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

tróica troica (ói)
(russo troika)
s. f.
s. f.
1. Carruagem ou grande trenó russo, puxado por três cavalos.
2. Conjunto de três pessoas ou entidades, geralmente com uma finalidade política.

  » Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: troica

Agrada-me o significado apresentado em 1. - Portugal a ser puxado por ‘três cavalos’, o qual terá servido de inspiração ao 2.
Ora bem, parece-me que ao escrevermos 'troika' [termo russo] estamos a referir-nos a três cavalos atrelados, mas se quisermos referir-nos a pessoas ou entidades políticas convém que escrevamos 'tróica' (ou 'troica').

Foto retirada de Wikipedia

12 de dezembro de 2011

Chegou-me hoje pelo correio. O Namoro alfacinha de André Brun com capa de Stuart de Carvalhais. Promete-me um tempo de leitura agradável.

Anos 70

Quem nunca desejou ter um? 1978, imagem de Carlos Rocha.

11 de dezembro de 2011

Orgulho e Preconceito

"É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro, na posse de grande fortuna, precisa de casar-se. Por muito pouco que se saiba dos sentimentos e planos de um homem nessas condições, quando se fixa pela primeira vez numa localidade, aquela verdade está tão arreigada na imaginação das famílias circunvizinhas que ele é desde logo considerado como propriedade legitima de alguma filha casadoira. - Meu querido Bennet — dizia-lhe a esposa um dia — já ouviste dizer que Netherfield Park foi finalmente alugado? Que não, que não tinha ouvido, respondeu o senhor Bennet. — Pois foi! — tornou a mulher. — A senhora Long acaba de sair daqui e contou-me tudo. Bennet não deu resposta. - Não queres saber quem o alugou? tornou impaciente a mulher. - Se queres dizer-mo, não faço qualquer objecção. Era quanto bastava. — Pois é bom que saibas. A senhora Long diz que Netherfield foi alugado por um rapaz do norte da Inglaterra, possuidor de grande fortuna; que èle veio na segunda-feira para o ver, e ficou tão encantado que chegou logo a acôrdo com o senhor Morris. Toma posse da casa antes do S. Miguel"


Chamem-se o que quiserem, é dos romances que mais reli na vida. E não perco os filmes e as séries realizados. Orgulho e Preconceito de Jane Austen, Editorial Inquérito, comprado na feira da Ladra por 50 cêntimos.

História por imagens

A história das bonecas, segundo o Almanach Hachette de 1921.

Clicar para ampliar.

8 de dezembro de 2011

Dia a dia

Assim era publicitado pela actriz Jeanne Moreau. E viva o sabonete Lux. 1959

Publicidade: mudam-se os tempos - II



(imagem: reason.com/blog)

Quando o consumo de cigarros era considerado pacífico – muitos filmes abordam o tema e a imprensa, sobretudo a norte americana, revelou-nos processos contra as tabaqueiras por danos posteriormente causados – reparamos que até o Pai Natal faz publicidade a uma determinada marca. Hoje em dia, a imagem seria improvável mesmo num filme de nonsense, imaginando-se o simpático velhote de barbas brancas a emanar mais fumo do que a chaminé por onde entra no silêncio da noite.

Publicidade: mudam-se os tempos - I



(imagem: prof2000)

É certo que o público-alvo de marcas e de produtos é delineado quando se elabora um anúncio. Apesar de tudo, nos tempos que correm e com a legislação existente (mesmo sabendo que nem sempre os diplomas são respeitados na íntegra, outro assunto que daria «metros» de texto) , dá que pensar este postal publicitário de 1964, tão em consonância com um slogan nacional de então.