13 de setembro de 2011
12 de setembro de 2011
Dona de Casa
Tinha acabado de ler um artigo sobre donas de casa portuguesas no blogue Garfadas Online e dei de caras com esta pequena reportagem numa revista Flama de 1962. Mostrava um curso organizado pela Obra das Mães pela Educação Nacional, que ensinava a maiores de 16 anos ou a senhoras de qualquer idade a serem donas de casa. Um curso sem reprovações e sem diplomas, por 250$00 por mês.
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1974 :Zoo Cor
Em 1974 era assim publicitada esta colecção de cromos. Acho que a tive e eram autocolantes. Alguém a recorda?
Móveis de escritório de sonhos
O que eu queria ter uma máquina de viajar no tempo e arrebanhar estes lindos móveis e arquivos de escritório..
Almanaque Ilustrado de "A Imprensa da Manhã", 1922
Relativamente
Chapéus e bonés de todas as qualidades a preços relativamente moderados: os chapéus desta casa resistem a todos os contratempos.
Almanaque Ilustrado de "A Imprensa da Manhã", 1922
11 de setembro de 2011
O desembarque da comitiva moura

Chega uma comitiva chefiada pelo rei Al-Mutamid. Sobre a ocorrência, ficam duas perguntas:
1- Onde se dá o desembarque?
2- Qual o evento em que se integra?
Penso que não será muito difícil encontrar as respostas.
10 de setembro de 2011
9 de setembro de 2011
Peregrinações...

(imagem: cuisineportugaise)
Todos sabemos dos malefícios da fast food, mas quando se ouve falar na possibilidade de um imposto sobre o seu consumo, começamos a imaginar alternativas , principalmente para quem não tem como preparar/conservar refeições saudáveis que transporte para o local de trabalho: será que a opção passará pela slow food? Como na BD, aparece um balão de pensamento do qual faz parte uma travessa fumegante de cozido à portuguesa, sobremesa conventual, complementos líquidos à altura, empregados convertidos em anjos… E tudo isto com um tempo prolongado para almoço, no conforto de cadeiras cómodas e de sossego, principalmente de sossego! Utopias de tempo prolongado para o repasto a preços amigáveis… O pior é o acréscimo daqueles valores irritantes a destacarem-se das análises clínicas e o sono prandial, enfim, não sei se será mais peregrina esta reflexão, se a ideia de taxar hamburguers e refrigerantes. Aplique-se, pois, um imposto sobre as «ideias peregrinas», o que irá decerto engordar o erário público.
Actores e actrizes
Assim se apresentava o elenco de uma peça de teatro, poucos dias antes do 25 de Abril. Reconhecem?
A Morte de um Caixeiro Viajante.
A Morte de um Caixeiro Viajante.
O que a vida ensina

Certas mensagens de circunstância parecem comprovar que o uso e abuso das palavras se converte, com frequência, em esforço inútil e desprovido de sentido. Determinadas civilizações há muito o entenderam, parece que algumas tribos urbanas também...
8 de setembro de 2011
Viva Elis!
Até qualquer hora, em qualquer esquina da vida. Assim se despedia Elis Regina de Portugal em 1972. Nunca esqueci esse magnífico show de televisão. E é esta a imagem que guardo dela, pequena, vibrante e por vezes inesperadamente triste. Viva Elis.
Fotos de Carlos Gil, Revista Flama.
Fotos de Carlos Gil, Revista Flama.
7 de setembro de 2011
O fugaz momento do lusco-fusco

Cada entardecer visto da janela é uma surpresa, principalmente numa altura do ano em que ainda se experimenta a agradável sensação dos dias longos. Faltando tema para um post, fica a imagem captada há algumas horas,o fugaz momento do lusco-fusco, para citar o humorista, garantindo-se a quase inexistência de retoques na fotografia.
Localização
Conseguem localizar?
Uma ajuda: é em Lisboa.
("Ilustração Portuguesa", 1913.)
Por José Quintela Soares
Uma ajuda: é em Lisboa.
("Ilustração Portuguesa", 1913.)
Por José Quintela Soares
O fado Hilário
"Ao que nos informam, vai ser comemorado. em Coimbra, em começo do próximo ano, o centenário do nascimento do Hilário, porventura o mais conhecido cantador de fados da boémia académica coimbrã. A iniciativa da comemoração partiu de um antigo estudante de Coimbra, o dr. Vivaldo Gaspar de Freitas, e segundo nos informam também, do programa comemorativo farão parte, alem de um serão literário e musical, uma exposição evocadora do célebre cantor e guitarrista. Celebrar o Hilário não é apenas recordar uma figura, é recordar uma época de que ele constituiu uma expressão.
Em 7 de Janeiro de 1864 veio ao Mundo, em Viseu, um pequeno,filho de António da Costa Alves e de Ana de Jesus, que foi baptizado com o nome de Lázaro Augusto. Tendo sido crismado em 25 de Maio de 1877. passou a chamar-se em vez de Lázaro Augusto, Augusto Hilário. Concluído o curso liceal, Augusto Hilário matriculou-se, em 12 de Outubro de 1886, na Universidade de Coimbra, nos preparatórios para Medicina, mas boémia a quanto obrigas,só seis anos depois, concluiu esses preparatórios e ingressou na Faculdade.Não viria, porém, a ser médico. Rouxinol , nascera para cantar. Por companheira inseparável tinha a guitarra."Se um dia me tirarem a guitarra, tiram-me a vida". Uma cirrose do fígado, com várias complicações, levou-o aos trinta e dois anos.
Pouco antes de morrer chamou a mãe e pediu-lhe que lhe desse a guitarra estremecida.
"Já não posso tocar, mãe. Mas quero despedir-me dela..."
Não tardou que desfalecesse. O Hilário morrera. Marcava o calendário,3 de Abril de 1896, Sexta Feira de Paixão. A nova correu célere: um manto de luto cobriu a cidade do Mondego; e, ao som das guitarras saudosas, toda a velha Coimbra cantou:
Guitarras andam de luto.
Que o Hilário morreu
Seu corpo guarda-o a campa
Sua alma voou ao céu
O Hilário desaparecera nas sombras da morte, mas a memória do que ele foi e do que ele representou permanece viva na tradição coimbrã. Como escreveu Octaviano de Sá, sempre
que se fala da Coimbra boémia, do encanto das suas serenatas, da melodiosa dolência dos seus fados,logo ocorre o nome do Hilário. Nada mais exacto. Já não se escutará nem a sua voz melodiosa, nem a sua guitarra plangente, mas os seus fados, quer pelos versos, quer pela música, ficarão como expressão de um estilo inapagável:
Quero que o meu caixão,
Tenha uma forma bizarra...
A forma de um coração,
A forma de uma guitarra
Uma guitarra e um coração, eis Hilário! "
In Boletim da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais, Outono de 1963
6 de setembro de 2011
Blogues a visitar
Deste belo blogue leia-se o que a sua autora dele reporta:
"Quando comecei este blogue, em 2003, achei que as mensagens publicadas só faziam sentido para mim própria. Entretanto a paixão pela história da fotografia foi crescendo, nasceu uma tese de mestrado [A retratística em Portugal e a introdução da daguerreotipia: 1830-1845. FLUP, 2006], dois filhos, e está a gerar-se uma tese de doutoramento [Usos e funções da fotografia na sociedade bracarense: 1910-1945. UMinho]... A escassez de ligações acerca da história da fotografia em português, sobre o contexto internacional e nacional, trouxeram-me de novo aqui, com muita vontade de difundir um pouco do que vou apanhando aqui e ali, sobre a fotografia, entre outras paixões..."
Rosa e Abelha
Despensa
São Pedro, digo-te eu:
Ver-te-iam com maior crença,
se em vez das chaves do céu
tivesses as da despensa. Quadra de Silva Tavares, Desenho de Stuart de Carvalhais.
Ver-te-iam com maior crença,
se em vez das chaves do céu
tivesses as da despensa. Quadra de Silva Tavares, Desenho de Stuart de Carvalhais.
5 de setembro de 2011
Existencialismos revisitados

Retalhos de uma cidade expostos, sem camuflagem, ao palmilhar ruas algo relegadas ao esquecimento. Fica-se a pensar como é perigosa a construção de um universo dual fundado entre cidade e campo como se, de um lado, encontrássemos o conforto da proximidade de serviços e estabelecimentos comerciais, culturais e de diversão, levemente (levianamente?) designados por «civilização» e, do outro, um insensível isolamento a raiar o fatalismo.
O espaço é ocupado por casebres delimitados por blocos de construção social. Palmilhando ruas, portas destruídas revelam ao olhar instantâneos de derrocada. Em becos, vingam pequenas oficinas de carpintaria ou estabelecimentos onde se percebe a existência de intermináveis listas de fiados.
Alarmismos coletivos sobre a frequência do bairro levam a caminhante a ter cuidados próprios. À primeira vista, surpreende a amabilidade de alguns moradores que, em automóveis muito antigos, param solicitamente, nas passadeiras, ostentando um sorriso.
Num pátio, um pombo morto é ladeado por companheiros a esvoaçar em insensível indiferença.
De um microcosmos como o visitado, acenam com nitidez conceitos como o da relatividade. A viajante interroga-se sobre como viverão as gentes em tão precárias habitações e se algumas das queixas quotidianas presentes em conversas banais se revestirão de sentido. A invadir a memória sem pedir licença, uma frase vinda de alguém desaparecido e sempre presente «aqui vivem os existencialistas, ou seja, os que não desistem de existir».
Quer-se acreditar em dias de sol, risos de criança e na extinção, num continente dito civilizado, da definição apresentada.
A par do desfile de ideias uma canção teima em ecoar no imaginário.
A coragem é uma escolha
Uma tradição ou é cultura ou não é coisa nenhuma, disse-nos Sofia de Mello Breyner. Foto Correia dos Santos, 1968.
Rostos atentos
Estas fotografias mostram a plateia de um espectáculo da Comuna. Podem ser reconhecidas algumas personalidades da época.
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Ver e Crer
Uma bela capa de José Rocha para a revista Ver e Crer de Maio de 1946, assinalando o primeiro aniversário desta publicação.
3 de setembro de 2011
Anos 70
A moda era assim nos anos 70. Fui marcada por estes grafismos...Ilustrações de Isabel Vieira. Revista Século Ilustrado.
Mensagens lá do alto

Para muitos, não passam de meros rabiscos mais ou menos elaborados. Por deformação profissional, persiste o hábito quase incontrolável de tudo pretender interpretar, ficando-se sempre a pensar qual a intenção associada aos dizeres legados ao mundo através de letras grafitadas a spray…
Nos idos 70, passava na tv uma série britânica com a qualidade que as carateriza, a espantar-nos com a criatividade (brilhante, opinião de quem só elogia quando lhe parece em grande justiça "que sim" ) de algumas estórias de amor. Não recordando o título (pensava ser o mesmo «love stories», mas a busca revelou-se infrutífera) evoco, no entanto, um episódio espantoso, quer pelo desempenho dos atores, quer pelo insólito no que diz respeito aos códigos da época: alguém a trabalhar numa torre de escritórios corre perigo de vida quando, empoleirado em altura vertiginosa, decide deixar um enorme cartaz, tornando público o sentimento votado a uma funcionária do arranha-céus em frente - o espaço de trabalho desta senhora situava-se ao nível do andar onde se encontrava o «alpinista» que, todos os dias, a contemplava, dado os gabinetes se situarem frente a frente.
Hoje o gesto reveste-se de uma banalidade acentuada pela repetição: em vias rápidas, encontramos mensagens idênticas na intenção (embora não tão tocantes como a da série), penduradas do alto de viadutos ou em locais igualmente inacessíveis.
Surge a presente lembrança ao ter visto nas falésias próximas, o marco decorado com inscrições diversas: o que levará os autores a transportar materiais de pintura para locais distantes e só alcançáveis através de caminhos sinuosos?
Sem encontrar a resposta até ao presente, visitam-nos os derradeiros versos de um grande poema: «Tantas histórias/Quantas perguntas».
2 de setembro de 2011
1 de setembro de 2011
Chá
Em 1964 assim se mostrava o naperon da mesa do chá, a ser confeccionado pelas leitoras das selecções Femininas. Com este tempo até me dá uma certa nostalgia de um chá assim.
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