7 de julho de 2011
6 de julho de 2011
Há 40 anos deixava-nos Louis Armstrong

Trompetista e cantor foi símbolo do estilo New Orleans e o precursor do scat em toda a sua liberdade rítmica. Armstrong trouxe ao jazz um contributo único, rapidamente difundido através de inúmeros concertos.
Lembramo-lo nesta data, embora todos os dias sejam a tal propícios. Na viragem da era vinil, evoco o primeiro cd comprado longe de casa, juntamente com a aparelhagem que mo permitiu ouvir: Porgy & Bess muitas vezes revisitado, com particular destaque para o clássico Summertime.
Let's call the whole thing off
O tempo das camélias

Ainda a tempo de fotografar as últimas camélias, capto-as para memória já que os ramos se encontram agora despidos. Apresentando um modesto porte, consistem na terceira tentativa – acredita-se que conseguida – de ver a planta vingar.
Não importa o facto de não perfumarem o jardim, pois são (opinião pessoal) das mais belas flores, tenham elas forte coloração ou sejam simplesmente brancas, as mais bonitas. As cameleiras lutaram, por diversas vezes, com as toupeiras que assolam o relvado envolvente ou com a aridez de um solo argiloso por várias ocasiões rectificado.
Sophia utiliza-as como marca de meses e anos a fluir em velocidade estonteante acelerando, com tal referência, o ritmo narrativo. Percorrendo o seu texto, damo-nos conta de um tempo que, implacável, passa da época das últimas camélias à fase em que os botões encantam o olhar de quem gosta de andar «de mão dada com as estações». Revisito com agrado as suas linhas pelo gosto das sensações visuais e temporais únicas, explicadas por uma marcante sensibilidade de prosadora-poeta.
Junto a uma roseira – essa sim de grande porte – para ela se inclinam, trazendo à lembrança uma quadra que o meu pai, com peculiar sentido de humor, me recitava em cumplicidades:
Uma camélia vaidosa
Roída pelo ciúme
Aproximou-se da rosa
P’ra lhe roubar o perfume.
A beleza das flores da cameleira – mesmo com os entraves trazidos pela natureza – leva-me a pensar serem os versos injustos : estas flores efémeras para nada precisam do perfume das rosas.
5 de julho de 2011
Lixo

Finalmente temos solução! Os títulos da dívida portuguesa são lixo.
Atenção não se enganem no contentor, coloquem mesmo os títulos da dívida portuguesa no lixo da Moody’s, eles reciclam-na. Não estranhem, os americanos são muito evoluídos na reciclagem, nem se sintam constrangidos na reciclagem selectiva, coloquem mesmo no lixo certo, pois por cada euro da nossa dívida eles fazem muitos milhões de dólares.
imagem reciclada a partir de escolantoniopratici.tumblr.com
A felicidade das árvores
Vou no autocarro, meia pisca de sono, enfrenta-se um mini engarrafamento porque estão a cortar árvores. De repente, uma grande ramada desprende-se mesmo junto a nós e só ouço uma voz de choro de criança a dizer "Coitadinha, não vai ser mais feliz". Responde-lhe a mãe "Tem que ser" . Não tenho tanta certeza que tenha que ser, mas solidarizo-me com o menino de três anos no seu pesar genuíno.
Reabilitar
Oco de tanta 'merdice' recorri a uma viagem pelo norte do país para reabilitar-me. Reencontrei-me com o presente namorando onde perduram as vivências, as gentes, as vizinhanças, as casas, as calçadas e as 'pedras' numa harmonia interessante. Senti-me bem e português.
O nosso património identitário é muito rico e deslumbrante. Valorizá-lo é tarefa nossa. Dar ênfase à nossa memória social pode ser o início para reabilitar Portugal.
Arquipélago da Madeira

Não podia estar mais em acordo com o Sr. Ministro, desculpem, com o Álvaro.
A Madeira é uma bela empresa pública, desculpem, queria dizer uma região que devia ser privatizada, desculpem novamente, mas queria dizer região que devia ser independente.
A Madeira é um belo produto financeiro, desculpem mais uma vez, um belo produto turístico. Tão bonito que tem um Jardim. Só na Madeira um Jardim podia ser Governador Civil da Região.
De facto o Sr. Álvaro tem razão, a offshore da madeira dava para equilibrar as contas públicas.
4 de julho de 2011
Dinheiro

Uma das características do dinheiro é que muda de mãos, circula, mas nunca desaparece.
Pelo que se diz, havia dinheiro em Portugal e, se assim é, onde está esse dinheiro? Por que mãos circula?
Não me digam que desapareceu, pois não acredito!
Vou tentar dar uma pista.
Existe a máxima de que ‘dinheiro não traz felicidade’. Pois bem, basta ver como os portugueses andam infelizes, para saber que são eles que têm o dinheiro. O que acham?
imagem retirada em rubble2razz.blogspot.com
Era tão bom voar assim mimados...
o melhor de portugal está aqui

e o melhor de portugal são as nêsperas de espanha, a alperce de espanha, o pêssego de espanha.
( o côco é naturalmente da costa do marfim, mas o melão ali ao lado não é do ribatejo, nem as uvas que estavam mais abaixo, nem...)
nos últimos tempos iniciou-se uma campanha que é uma daquelas mistificações gigantescas só possível porque quem está na sua origem tem a cobertura de todos os que detêm o poder em portugal: do presidente da república aos meios de comunicação, passando pelos governantes.
a afirmação das grandes cadeias de retalho que afirma realizarem a maioria das suas compras a fornecedores nacionais é completamente falsa.
tal como foi falta a sua afirmação sobre a criação de mais postos de trabalho com a abertura total durante os domingos.
do ponto de vista fiscal, até podem comprar maioritariamente a fornecedores nacionais, com um nif português.
mas a verdade é que essas empresas têm a totalidade ou a esmagadora maioria da sua produção fora de portugal.
na realidade os produtos não são portugueses, como facilmente se pode comprovar pelo código de barras.
mas se nestes produtos se tem que confirmar pelo código de barras, nos frescos a verificação é mais fácil porque têm que indicar o local de pesca, de criação ou de cultivo.
um simples olhar pelas frutas dá-nos uma ideia clara onde estão situados os produtores nacionais:
em espanha, na américa latina, em áfrica...
o que nunca para de me surpreender é a lata com que continuam a fazer afirmações que sabem ser... metafóricas.... to say the least
3 de julho de 2011
Vistão
A história desta capa de Novembro de 1959 é engraçada. As fotografadas são Maria do Carmo Diogo Silva e Haydée Aguiar, respectivamente funcionária superior da Agência Portuguesa de Revistas e a filha do director geral da mesma empresa. Quiseram fazer-se fotografar junto ao carro mais bonito que encontrassem, para fazer um "vistão" e assim o fizeram.
Feliz Natal

A austeridade ensina-nos muita coisa.
Parece que nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março de 2011 houve uma ‘derrapagem’ nas contas públicas, com agravamento do ‘deficit’.
Para o comum dos mortais portugueses a solução está em não fazer as despesas excessivas ou amealhar mais dinheiro no imediato. Para os especialistas e para os nossos governantes não é bem assim. Anuncia-se uma receita extraordinária com encaixe em Janeiro de 2012 e o assunto do 1º trimestre de 2011 está resolvido. Como se vê isto de economia é coisa muito simples.
Na mesma onda, antecipo os meus votos de Feliz Natal Senhor Primeiro-Ministro e muitas prendinhas.
Pinóquios

Ilustração de Enrico Mazzanti
Afinal Pinóquio não é uma personagem de ficção nem o entalhador Geppetto viveu numa pequena aldeia italiana.
Os dados recentes e as evidências confirmam que há mais do que um Pinóquio e Geppetto é afinal português, natural de São Bento. Esculpidos como bonecos de madeira, cedo sonhavam em ser Primeiros-Ministros de Portugal. Contudo, tal como na historieta, logo, logo o nariz começa-lhes a crescer.
2 de julho de 2011
Evocando Hermann Hesse

No intervalo de uma tarefa exigente, reparo que Hermann Hesse nasceu há precisamente 134 anos. Agrada-me pensar como foi marcante para várias gerações, desde a de uma elite de escritores – a americana beat generation – à do leitor comum que viveu a adolescência nos anos 70.
Muito haveria para dizer sobre Hesse. Corro ao escritório e encontro um antigo exemplar idêntico ao representado na imagem. Livros algo distantes no tempo fazem-nos viajar por diversos motivos. No interior, um antigo bilhete de autocarro (o preço assinalado é o de cinco escudos) e um marcador artesanal, em bonita caligrafia, com um excerto de Bernardo Soares Alguns têm na vida um grande sonho e faltam a esse sonho. Outros não têm na vida nenhum sonho e faltam a esse também. Não conseguindo recordar quem terá copiado a frase em cuidada caligrafia para uma tira de cartolina amarelecida pelo tempo, sorrio ao pensar no despropósito da sua colocação nesta obra literária, dado a mesma ter originado sonhos a extravasar a literatura. Um deles será sem dúvida Close to the edge, criado a partir do romance Siddhartha .
Crónica Feminina
Lembrar-se-à a menina Ana Maria Arroteia de Carvalho, de Leiria, que já foi capa da Crónica Feminina em 1963?
1 de julho de 2011
Lavar a alma
Não sei quem escreveu essa frase que circula sobre o não regresso aos locais onde fomos felizes. Foi o inverso do que fiz nestes últimos dias, recolhendo as lembranças uma a uma, exorcizando o medo de sofrer. Mão na mão, aconchegada, sinto-me de alma lavada. Regressar aos locais de afectos, alegrias e também de percas e tristezas, é indispensável à nossa completude. Reformule-se a dita cuja frase. E é isto.
Pérolas televisivas

Sempre foram incómodos os textos a correr ao longo dos noticiários televisivos por afastarem a atenção do foco da notícia. Talvez tragam a vantagem de, em tempos de crise, nos fazerem sorrir... A presente situação lembrou-me infantis histórias de "papões", embora estes títulos sejam dispensáveis quando a criatividade jornalística excede a da escrita. Recordo o jornalista que, entusiasmado, ao fazer referência a uma personalidade mundialmente conhecida e ao domínio que a mesma tinha de uma infinidade de idiomas, a retratou como sendo «um autêntico troglodita».
Subscrever:
Mensagens (Atom)





















