10 de março de 2011

Espaços

Alguns de nos estarão recordados deste espaço, agora abandonado e em acelerado estado de degradação.


Palácio Almada Carvalhais, um dos únicos monumentos do Séulo XV ou XVI.



"Foi este o solar dos provedores da Casa da índia (Almadas) que nos meados do século XVII pertencia a D: Cristovão de Almada(...)
Digo-te que os vestígios desse palácio são curiosos; pois subamos a rampa , pelo portal nº 50, que conduzia ao pátio do Palácio(...) em 1820 ainda morava aqui o conde de Carvalhais(...) 
A entrada em rampa , mostra ainda as pilastras e o arcos de cantaria em volta perfeita, com artesonados, em dois tramos completos. à direita, por um formoso arco de volta abatida, abre um delicioso claustro da Renascença, ao fundo do qual sobe a escadaria nobre do palácio, hoje prédio de arrendamento, indiferente às belezas e grandezas do passado. 
Tem o claustro três faces adornadas, a do fundo de três arcos, e as laterais de quatro arcos, apoiados a colunas de lindos capiteis lavrados; uma das ordens laterais de arcarias está entaipada por um barracão saliente que as encobre, e a outra está visível, mas a parte do seu interior foi ocupada por uma oficina de imprensa. Voltamos à rampa. Nela segue, em direcção à Garage, uma passagem, revestida de curiosos azulejos setecentistas nos dois tramos da abóbada, apoiados em belas pilastras nuas.
Consegui saber que aqui foi a cozinha da casa, no tempo em que o local da Garage constituía o jardim do Palácio dos Provedores da Casa da índia.
Este jardim, de que não resta notícia escrita, e ficará apenas a que te dou, era guarnecido de algumas estátuas e azulejos, alguns dos do tipo da Bacalhoa (Azeitão), vila onde os Carvalhais tiveram casa sua, onde se extinguiu o último representante da família. Ora, não quero deixar de te dizer que aqui onde está o Garage, existiu a Companhia Nacional Editora de David Corazzi"


 In Peregrinações, Norberto Araújo, 1938
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Lisboa

Um belo prédio. Aonde se localiza?


Avenida Dom Carlos I.

Triste

E outra imagem desta Lisboa que nós amamos.

7 de março de 2011

Uma invenção doméstica

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Desconhecia esta pequena/grande invenção, até a ter recebido como prenda de Natal... Talvez para alguns não constitua novidade. A título pessoal, será ainda mais revolucionária do que o cigarro electrónico... A que se destina?

Um bonito edifício

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(recebido sem referência à fonte)

Um bonito edifício... Era assim no início dos anos 60 e é indissociável de interessantes memórias ligadas a alguns nomes que lembramos. Onde se situava e o que foi? Conseguirão responder?

6 de março de 2011

Djivan Gasparyan e o duduk



Apeteceu-me reouvir Djivan Gasparyan. Tornou-se conhecido no Ocidente à conta da sua colaboração com Peter Gabriel e, mais tarde, pela sua participação na banda sonora do Titanic. É o maior intérprete de duduk, uma espécie de oboé arménio de som quente e introspectivo. Vale muito a pena segui-lo. Sigam-no.

Pela estrada

As casas dos cantoneiros, JAE.
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Kleinschnittger F125

O Kleinschnittger F125 em 1953.

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Mar e pedras

Identificais?

Cacela Velha, clicar para ampliar.

De comboio

Em 1953, era uma fineza beber licor Âncora enquanto se viajava...

5 de março de 2011

Navegar

E navega por onde esta caravela?


Chafariz D'El Rei


Lisboa

Mobil

Corria o ano de 1962. Reconheceis esta estação de serviço?

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As cinco Marias

Aconteceu em 1962, este acidente trágico em que perderam a vida as jovens coristas, conhecidas como cinco Marias. Tinha lido há pouco uma referência a este triste acontecimento. Maria Odette Barbosa Antunes, Maria Filomena Coelho Bento, Maria Júlia Sanches, Maria Amélia Pinto e Maria Odete Correia Martins. Fiquem os nomes para as recordarmos.

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Água

E onde mora este aquático senhor?

Anjinhos

Onde se encontra? Vou ajudar, Lisboa...falta a zona.

Santa Clara

Santa Clara, essencialmente natural...
Março de 1974

El Mandarin

E viva o pudim Mandarim que fez as delícias da minha infância:)

O mercado


Mercado de Olhão.

O gato

Onde encontrei eu esta casa?

Cacela Velha.

Pescadores

Em que cidade encontramos este cantinho?

Olhão.

A almoçadeira

Esta "almoçadeira" resgatei-a do lixo há poucos dias. Teve a companhia de outras peças e é da Fábrica de Sacavém. Ideal para o chá de Bela Luísa ou para outras degustações prolongadas.

3 de março de 2011

O brinde

E um brinde aos assinantes em 1939...Gazeta das Aldeias. Estaremos a tempo?


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Azeitona

A Apanha da Azeitona, Estúdio Alvão, 1938

No rasto das queijadas de Sintra

Referindo-me apenas ao concelho de Sintra [...] aparece, em 1377, no reinado de D. Fernando I, arrendado o Casal de Mastroncas (deve ser Mastrontas) em Sintra […] por três moios de pão meado (metade de trigo e metade de centeio), um carneiro e duas dúzias de queijadas.
Excerto de documentação apresentada porTude Martins de Sousa, investigador, em Conferência da Comissão de Iniciativa e Turismo, 1935.

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Em Setembro de 1962, altura da festa de Nossa Senhora da Natividade realizada em Mem Martins, foi divulgado um folheto de autor anónimo, referindo que o fabrico do famoso doce sintrense, as queijadas, remontava ao século dezanove, sendo originário desta localidade.
Provas documentais atestam ser a origem das queijadas muito anterior à data apontada, existindo documentos relativos ao pagamento de foros no reinado de D. Sancho I, ficando-se a saber do fabrico de queijadas em diversas localidades da paróquia de S. Pedro de Penaferrim.
Permanece, no entanto, a seguinte questão: seriam os ingredientes medievais os mesmos de hoje? Atendendo a que só com as viagens marítimas para a Índia se começou a generalizar o uso da canela, tudo leva a crer que seria diversa a receita. Em passado remoto, o sabor doce ser-lhes-ia conferido pelo mel.

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De acordo com Alfredo Pinto em Cartas de Sintra, o processo de industrialização terá sido da responsabilidade de uma doceira de seu nome Maria Sapa, residente em Ranholas, corria o ano de 1756. Pouco depois foram surgindo fabricantes em Linhó e Mem Martins.
Neste mesmo livro, cuja primeira edição é de 1920, fica-se a saber que as principais fábricas produziam em média 60 dúzias de queijadas por dia e era frequente o produto esgotar-se aos domingos.
A mais antiga fábrica de queijadas ainda hoje existente é a Sapa, na Volta do Duche, em Sintra.

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Com a inauguração do caminho de ferro a 2 de Abril de 1887,os industriais de queijadas, viajando de burro, transferiram o negócio para a vila velha.
Em antiguidade e a seguir à Sapa foi criada a fábrica Mathilde, encerrada em 1974.
Poetas desconhecidos fizeram quadras humorísticas aos bolos da autoria desta fabricante por serem os favoritos de alguns monarcas, como D. Fernando II e de D. Manuel II:

Quando um talassa as comeu,
Está quase fazendo um ano,
Chegou ao 5 de Outubro
E acordou republicano.

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Por ordem cronológica, seguem-se  Piriquita, criada em 1862, Gregório, 1911 e Queijadas do Preto, 1933, a última com sede em Chão de Meninos: sabe-se que o seu proprietário, na época, adquiriu numa casa de móveis sintrense uma figura de um preto. Por graça, colocou-o à porta do estabelecimento, episódio determinante para o nome de registo da fábrica.

Informação colhida em José A. da Costa Azevedo, Velharias de Sintra III
Agradecimentos: Biblioteca Municipal de Sintra

Todos se refrescam


Em 1947 a revista Selecções do Reader´s Digest assim publicitava a CocaCola,