8 de fevereiro de 2011
Acordo ortográfico: o direito ao contraditório
Existe algo de muito cómodo ( arriscaria mesmo que de ingénuo) quando se pretende trocar pontos de vista sobre temáticas específicas: refiro-me ao chavão da “resistência à mudança” utilizado com o único intuito de silenciar discussões , no mais nobre sentido do termo , deixando latente a suspeita de ausência de argumentação por parte de quem o ostenta.
Tendo recebido um curioso texto de opinião sobre o actual acordo ortográfico, longe me encontrava de imaginar revelar-se a sua divulgação polémica, tendo o mesmo suscitado reacções intempestivas.
São recorrentes os estudos sobre a História da Língua Portuguesa, podendo afirmar-se com segurança tratar-se de uma área da linguística a manter actualidade através das diversas gerações de estudantes da matéria: entender a causa da formação das palavras que nos conferem identidade própria, converte-se em filão inesgotável para quem o faz por imperativos de ofício , de vocação ou interesse pela identidade.
Respeitando opiniões contrárias sempre que sustentadas por sólidas argumentações e tendo como constante exercício a flexibilidade mental de poder alterar pontos de vista – afinal é a partir da troca de ideias que vamos crescendo – permanece uma simples interrogação: em que etapa de desenvolvimento nos encontraríamos hoje sem o contributo humanista dos grandes nomes do Renascimento e respectivo legado dos clássicos greco-latinos que connosco partilharam?
Áreas como a psicanálise, os estudos jurídicos, a literatura, as ciências exactas -para não se cair na exaustão - encontrar-se-iam, decerto, em preocupante fase de subdesenvolvimento, por herança de um reduzido número de vocábulos no nosso idioma: a complexidade da linguagem é directamente proporcional à do pensamento, afirma quem uma vida inteira se tem dedicado a estes assuntos.
Recusando a cómoda etiqueta da «resistência à mudança», continua-se a esperar uma argumentação convincente que não se encontre estritamente alicerçada em factores económicos.
Tratando-se o acordo de um facto consumado, nem o correr dos anos leva a abrir mão da idade dos «porquês».
Tendo recebido um curioso texto de opinião sobre o actual acordo ortográfico, longe me encontrava de imaginar revelar-se a sua divulgação polémica, tendo o mesmo suscitado reacções intempestivas.
São recorrentes os estudos sobre a História da Língua Portuguesa, podendo afirmar-se com segurança tratar-se de uma área da linguística a manter actualidade através das diversas gerações de estudantes da matéria: entender a causa da formação das palavras que nos conferem identidade própria, converte-se em filão inesgotável para quem o faz por imperativos de ofício , de vocação ou interesse pela identidade.
Respeitando opiniões contrárias sempre que sustentadas por sólidas argumentações e tendo como constante exercício a flexibilidade mental de poder alterar pontos de vista – afinal é a partir da troca de ideias que vamos crescendo – permanece uma simples interrogação: em que etapa de desenvolvimento nos encontraríamos hoje sem o contributo humanista dos grandes nomes do Renascimento e respectivo legado dos clássicos greco-latinos que connosco partilharam?
Áreas como a psicanálise, os estudos jurídicos, a literatura, as ciências exactas -para não se cair na exaustão - encontrar-se-iam, decerto, em preocupante fase de subdesenvolvimento, por herança de um reduzido número de vocábulos no nosso idioma: a complexidade da linguagem é directamente proporcional à do pensamento, afirma quem uma vida inteira se tem dedicado a estes assuntos.
Recusando a cómoda etiqueta da «resistência à mudança», continua-se a esperar uma argumentação convincente que não se encontre estritamente alicerçada em factores económicos.
Tratando-se o acordo de um facto consumado, nem o correr dos anos leva a abrir mão da idade dos «porquês».
7 de fevereiro de 2011
Com a urgência das plantas

A manhã convida ao caminho. Soam os melros, cães ladram dos quintais, um coelho receoso mergulha nas giestas…
Precisa-se de sol com a urgência das plantas . A temperatura afável contribui para que nem o ímpeto desportivo dos ciclistas a rasgar a estrada próxima em conversas gritadas consiga arruinar o momento.
5 de fevereiro de 2011
Com as devidas desculpas aos vegetarianos militantes...

Os vegetarianos que me perdoem... Deixo uma imagem de um local onde, numa zona ainda residencial da nossa bela cidade, se pode comer um bom 'steak' (no caso pessoal 'half a steak')... Paga-se a qualidade, mas o dito desfaz-se e quase dispensa o uso da faca... E sábado sempre é sábado, como diriam os mais dados a estas coisas da filosofia...
Sugestões sobre o local serão bem-vindas. Alguém o identifica?
Feira da Ladra em Benfica
Depois das compras domésticas despachadas é correr para a Livrarte. Fantásticas compras:) Agora é tempo de sofázar e saboreá-las. E não se esqueçam, a Feira da Ladra hoje é em Benfica, na Avenida do Uruguai, 13 A.
3 de fevereiro de 2011
Serenidade campestre

Há algum tempo, esperava colegas para um almoço a anteceder o descanso de Verão. Depois da planta entregue a fim de não haver possíveis confusões, pasmei quando uma das convidadas se mostrou em pânico por encontrar o portão da casa aberto. A cada cinco minutos, perguntava se eu já tinha fechado o acesso «por causa dos possíveis intrusos» . Quando me inquiriu pela quinta vez respondi-lhe, a rir, que havia pelos arrabaldes o perigo de violentos "gangues saloios"... No entanto, houve a devida tolerância para a pessoa em questão: é que dias antes, numa pequena moradia na zona limítrofe de Lisboa, ao entrar na cozinha para finalizar o jantar, encontrou no interior um jovem de aspecto camuflado pela sujidade a pedir-lhe dinheiro... A memória do pequeno incidente foi reavivada quando, ao deambular pelas imediações, surgiu inesperadamente este portão e o respectivo letreiro.
Esculturas
O que se esculpia e quem era o escultor?
A imagem é de Nossa Senhora da Boa Estrela, na Serra da Estrela.
O escultor foi António Duarte
1946, Revista Panorama.
A imagem é de Nossa Senhora da Boa Estrela, na Serra da Estrela.
O escultor foi António Duarte
1946, Revista Panorama.
O baú
"As botas muito pequenas. de uma cor dúbia e de sola já gasta, eram ainda, de tudo o que fazia mais impressão. Toda a outra roupa que a mãe guardava no baú castanho, forrado de peluche a esfiapar-se, afligia-me como se não tivesse servido a corpo vivo. Era a roupa de uma morta, embora essa morta tivesse apenas dois anos. E ainda que o cheiro da roupa não fosse senão o cheiro do baú, para mim- quem sabe se até para os crescidos - aquele cheiro era o perfume misterioso da morte. Porém as botas, de biqueiras rotas, lembravam-me passadas pequeninas, suaves, quase esvoaçantes, como as de uma ave"Natércia Freire e desenho de Ofélia Marques
Revista Panorama
2 de fevereiro de 2011
Belos dias de sol

Nada como um dia de sol para animar. Conseguem descobrir onde foi captada a imagem?
A imagem é do Jardim Zoológico de Lisboa.
Uma igreja

Encontrava-se em restauro há menos de um ano. Desconheço se já estará recuperada, acredito que sim. Conseguirão identificá-la ou mencionar o local onde se encontra?
Sé de Portalegre.
André Brun
Um grande escritor muito injustamente esquecido. Como ele próprio reconhece, os escritores humoristas são preteridos e subestimados. Relê-lo é urgente. Porque não o reeditam?
Clicar para ampliar e saber mais sobre André Brun, com ilustrações do seu amigo Valença.
Clicar para ampliar e saber mais sobre André Brun, com ilustrações do seu amigo Valença.
1 de fevereiro de 2011
Contra a iliteracia científica

10:23 em Portugal
Consumidores em Portugal vão tomar uma “overdose” de “medicamentos” homeopáticos em público
"Ativistas de direitos do consumidor em Portugal anunciaram hoje a sua intenção de tomar uma “overdose” homeopática no próximo mês em parceria com um protesto global contra estes remédios alternativos.
Os manifestantes vão consumir dezenas de comprimidos homeopáticos na manhã de 5 de Fevereiro de 2011, às 10:23, no Jardim do Príncipe Real em Lisboa, com o objetivo de sensibilizar o público para a ineficácia dos “remédios” homeopáticos. Pretendemos também questionar a opção do Infarmed de permitir que estes produtos sejam classificados como medicamentos nas farmácias, o que os legitima aos olhos dos clientes."
EU VOU LÁ ESTAR.
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