13 de agosto de 2013

Paredes de Coura : entre paisagens e memórias

Viaja-se por diversos motivos. Esta pequena e curta jornada poderia ter como título «romagem de saudade». Desde a juventude que não visitava Paredes de Coura. Com pouca bagagem e um livro referido neste texto , da autoria de um tio distante no tempo, revisitei a localidade.


Comecei a percorrer algumas das páginas do precioso legado e, a um dia da tão esperada visita, deparei com texto e gravura sobre um edifício então moderno – o livro data de 1909, tendo entretanto descoberto um estudo* que, no passado ano  foi votado ao seu autor e que acabei por adquirir na localidade – refiro-me à edificação da cadeia. Curiosamente, deparei com o edifício a aparentar bom estado de conservação, é que apesar de muito património que entra em derrocada, por falta de cuidados, ainda existem bons exemplos a contrariar tão triste realidade.


«Importou este edifício, depois de concluído, - 3.274$555. […] A antiga cadeia não condizia com o novo tribunal, além de ser uma verdadeira pocilga. A quem compete – corporações e auctoridades – pedimos, instantemente, vigilância, solicitude e interesse pela limpeza interna […] branqueamento das paredes e leite de cal, desinfecção regular dos compartimentos e das fossas são operações impostas pela salubridade d’esta casa, que não podem, nem devem esquecer-se.» - Narcizo C. Alves da Cunha, No Alto Minho: Paredes de Coura

*José Augusto Pacheco, Narciso Alves da Cunha, Entre a monarquia e a república

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